quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Estou de volta! E trazendo resenha nova. O livro a seguir já tem negociação fechada para virar série de TV. Confira o que esperar...
TÍTULO: Belas Maldições
AUTOR: Terry Pratchett e Neil Gaiman
PÁGINAS: 350
EDITORA: Bertrand Brasil
 Um descendente direto de O Guia do Mochileiro das Galáxias escrito por dois dos maiores autores britânicos de fantasia. O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
Belas Maldições é um livro de aventura apocalítico escrito pelos autores Terry Pratchett e Neil Gaiman. A edição possui 350 páginas e não possui capítulos, e sim partes, dividido em dias. Com uma revisão e diagramação praticamente perfeitas, o lançamento da edição foi em abril de 2017 pela editora Bertrand Brasil.

O fim do mundo tem data específica para acontecer e quem vai causá-lo será um garoto de 11 anos. Seu nome é Adam e não é ninguém menos que o Anticristo. Adam e seus melhores 4 melhores amigos são o terror do bairro onde vivem na Inglaterra. Mesmo sabem saber ou entender do seu destino o garoto possui atitudes e comportamento peculiares apesar de mesmo assim infantis.

Crowley é um demônio que vive na Terra há mais de 4 mil anos e sabe curtir como ninguém as vantagens que é viver como um humano, apesar de exercer suas atividades e obedecer os mandados de seu supremo. É sempre sarcástico (melhor pessoa) e bem sensato para um ser que trabalha pro Diabo. Aquele que deveria ser seu arqui inimigo, na verdade, é seu companheiro e amigo de discussões e longas conversas sobre o mundo, o bem e o mal, Aziraphale, o anjo mais humano e booklover que você conhecerá (melhor pessoa 2).

Os dois são bem atrapalhados e juntos tem a missão pessoal de interferir no Armagedom, ou seja, o fim do mundo. Para isso eles vão à procura de Adam antes que outros seres do bem e do mal façam com que o apocalipse se concretize. Paralelo a isso, temos Anathema Device, uma bruxa descendente muito distante da única profeta que previu com certeza o fim que virá (ou não) à acontecer. "As justas e precisas profecias de Agnes Nutter", o profético livro, ajudará nossos personagens ao caminho para essa bagunça toda que acaba divertindo o leitor.

Os personagens são muito bem montados e fácil de visualizar, apesar de serem muitos. A trama em si é bem louca, cheia de referências de décadas passadas mas ao mesmo tempo atuais já que os autores levantam, em meio a diversão e fantasia, questões importantes e reflexiva sobre de onde vem a maldade humana e o fim que nosso planeta se encaminha.

Não foi dos melhores livros que li no ano, mas não dá pra dizer que a leitura não entretém. Foi uma das leituras mais demoradas desse ano para mim, e não vou garantir se a culpa é minha ou do livro. Talvez ambos. Anyway... fica a dica! Beijo na alma e até a próxima!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

E aí booklovers, como estão? O tio traz nesse post os lançamentos mais legais do Grupo Editorial Record e suas editoras para o mês de Agosto. Confere aí ;)











Muitas novidades legais né? Trarei resenha logo, logo de alguns desses lançamentos. Se você se interessou por algum não perde tempo e adquira logo! Beijo na alma e até mais!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Hey seus lindos! Como estão? Olha só mais uma novidade da Cultura em Letras Edições chegando e eu aqui mostrando em primeira mão para vocês! 
DAS TREVAS

Autores: Francis Graciotto, Glauber Oliveira, Italo Guimarães, João Lopes, M.H.Owl, M.P.Telles, Paulo Gravina.

A Cultura em Letras Edições lança sua terceira coletânea de contos. “Das trevas” chega ao mundo da literatura trazendo contos de terror, um dos gêneros mais divertidos e ao mesmo tempo contagiantes, que prende os fãs deste gênero do início ao fim das leituras.

Com textos escolhidos através do Projeto Antologias 2017, criado pela editora para selecionar autores para publicações de contos, o livro traz os autores Francis Graciotto, Glauber Oliveira, Italo Guimarães, João Lopes, M.H.Owl, M.P.Telles e Paulo Gravina. Cada autor desenvolveu histórias arrepiantes, de tirar o fôlego, mostrando que na literatura é possível despertar o medo, a apreensão e o pânico.

“Das trevas” traz 80 páginas, com leitura fácil, rápida e bastante objetiva em seu conteúdo. O livro já está à venda no site da Cultura em Letras Edições, dentro do Saldão de inverno, que vai durar até o fim da estação. 


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Eita que o mês de férias rendeu bastante! Vem conferir um resuminho dos lidos do mês de Julho. Aproveita e já acata as indicações!

A história real das gêmeas que sobreviveram ao "Zoológico de Mengele" em Auschwitz. Não basta serem torturados, durante a II Guerra Mundial, houve também monstruosos experimentos com gêmeos judeus, principalmente crianças. O horror e a luta das garotas é tão bem descrita que mexe com o coração de qualquer leitor. Uma leitura nota dez! Resenha completa AQUI.
Um provável caso de possessão num família americana desencadeia um verdadeiro circo envolvendo a igreja, imprensa e deixando eternas marcas nas pessoas que vivenciaram todo o caso. A história é contada pela visão da filha mais nova, através de memórias, assim também com um pseudônimo da mesma. Um  livro que tem uma estrutura interessante e uma temática boa mas batida. Quer saber o que eu achei? Confira a resenha AQUI.

Se você gosta de poesias, está começando a simpatizar com o gênero ou é apenas um curioso, Do Inferno possui as mais fortes  sombrias que você irá ler. Quem disse que palavras obscuras e melancólicas não podem ser belas? Na verdade, podem ser além! Apaixonado pela poesia contra-corrente de Dylan Ricardo. Confira a resenha completa AQUI.
 O publicitário Marcos Araújo encontrou por acaso um de seus maiores ídolos na década de 90. O resultado? Um desencadeamento de textos entre memórias, desabafos e até mini-contos que deu origem ao ótimo Troco a bituca por duas jujubas. Se você curte toda a cultura pop dos anos 80 e 90, a obra possui inúmeras referências que vão lhe deixar super nostálgicos e curiosos. Confira a resenha AQUI.
 A Casa das sete mulheres é o primeiro livro da saga que leva o mesmo nome. Explorando um dos momentos mais importantes da história do nosso país -Revolução Farroupilha- o livro, que depois virou uma ótima série de TV na década passada, aborda a vida das mulheres que passaram muitos anos sofrendo a espera e as consequências de uma guerra que parecia não acabar nunca. Um livro de encher os olhos...em qualquer sentido, ahaha. Confira a resenha AQUI.
 Para fechar o mês um livro um pouco mais leve que conta a a história de dois adolescentes que lutam contra as dificuldades da idade e de ambos terem problemas específicos que atrapalham suas vidas. A garota possui o ex-título de adolescente mais gorda do país, o rapaz esconde por trás do jeito descolado e simpático um distúrbio que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. O destino dos dois se cruzam num momento crucial para eles e um improvável romance está prestes a nascer. Curioso? Confira a resenha completa AQUI.



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mais uma leitura do ano que me agradou bastante! O livro foi em Inglês mas a resenha vai ser em português mesmo ;)
 "Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca… mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby. Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito."
Holding up the universe chegou ao Brasil com o título Juntando os Pedaços. Narrado em primeira pessoa pelos personagens principais, o livro é escrito por Jennifer Niven, autora do best-seller "Por Lugares Incríveis" e a edição estrangeira lida possui 390 páginas.

Depois de passar pelos piores anos de sua vida trancada em casa por conta de seu peso, Libby retorna à escola 5 anos depois, já mais magra e com sua confiança supostamente restabelecida. A garota perdeu a mãe pouco antes de começar a engordar ao ponto de ser considerada a adolescente mais obesa dos Estados Unidos, o que a fez ficar "médio famosa". Depois de um acidente em sua casa, onde quase morreu junto com seu pai, ela resolveu mudar, emagrecer e decidiu tentar ter uma vida social novamente.

Jack é um dos caras mais populares do colégio, tem um jeito descolado e gentil, ao mesmo tempo, e anda com a galera mais zoeira possível. Tem uma namoro meio conturbado mas que todos invejam, pois são feitos um para o outro. Mas por trás do seu jeito simpático, do tipo que se dá bem com todo mundo, ele esconde um segredo que é essencial para descrever seu comportamento. O garoto possui um distúrbio que impede de reconhecer o rosto das pessoas. Ele só consegue reconhecendo por quaisquer outras características.

O destino resolve juntar esses dois adolescentes por conta de uma brincadeira pra lá de idiota, criada pelos amigos do rapaz, de perturbar garotas obesas ou apenas gordinhas. Jack, levado pela onda dos rapazes acaba mirando no alvo errado (ou certo, no caso). Libby, cheia de atitude, revida com um belo e certeiro soco no garoto. Ambas as ações levam os dois à diretoria da escola e como punição eles tem que frequentar àqueles encontros de orientação à "alunos-problema" e tal.

A partir daí, os dois vão se conhecendo melhor e uma série de mini-confusões e confissões acabam aproximando o casal e juntos vão descobrindo muitas coisas em comum e um romance nasce, mas não tranquilamente, óbvio! Libby é constantemente alvo de bullying por seu tamanho (mesmo mais magra) e principalmente por intimidar às pessoas não abaixando a cabeça para qualquer otário que a insulte.

A narrativa flui muito bem. Os capítulos são curtos e sempre alternados entre os dois jovens, com declarações divertidas mas às vezes bem profundas. A prosopagnosia é um assunto interessante em ser abordado, além do bullying, claro, que bem posto na trama pode render uma boa mensagem ao leitor. Os personagens são muito carismáticos e você termina a leitura já sentindo a falta deles. Um livro que agrada mesmo sem grandes ápices. Uma pedida bacana pra quem curte o gênero Young Adult.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Hey, queridos! Como estão? Olha o tio trazendo mais uma vez presentinho para vocês. O autor e blogueiro Rob Camilotti acabou de lançar seu primeiro livro de contos na Amazon e cedeu o primeiro conto para vocês já irem sentindo um gostinho.
CONTO: Quilômetro Cinza (Um caso vampiro em São Paulo).
 por Rob Camilotti

   Hiroilto foi sem destino então. Fincou a chave no carro, desobedecendo a advertência veiculada continuamente no rádio para que ficasse em casa dada à excepcionalidade do que ocorria com o tempo em São Paulo. - “Talvez, o clima esteja igual no mundo.” - pensou enquanto dirigia.

   “Que está acontecendo?” - a neve caía torrencial ao longo da Bandeirantes, em flocos grossos, instalando o frio que não era menos aterrador. Foi percebendo que, enquanto dirigia, era literalmente o único em toda a cidade que havia tido a ideia de se atirar ao desconhecido, mas dirigiu o carro com cuidado em todo momento. Certa hora, Hiroilto parou ao avistar, no acostamento da marginal, um menino sozinho que não aparentava ter mais de dez anos. Deu duas pancadinhas no vidro do carro como quem o anunciava que podia se aproximar, só que o menino porém limitou-se a olhar em sua direção, dando a entender que não entendia o que Hiroilto queria. - “Ele vai morrer congelado se eu não tirá-lo de lá”. - abriu a porta do carro e se entregou ao frio.
    A pista estava escorregadia por causa de uma crosta de neve que, com alguma rapidez, acumulava-se nas bordas, quase que se estendendo a um rio congelado. Tinha que ser mais ligeiro no resgate ao menino. - “Não tenha medo, garoto, deixa eu te ajudar!” - estendeu-lhe a mão enquanto caminhava, para que viesse ao seu encontro, porém, de novo, o menino não reagiu. Valente, no que se aproximou, Hiroilto envolveu o menino nos seus braços e o levou com ligeireza para dentro do carro. - “Que merda, Hiroilto!” - na pressa de socorrê-lo, Hiroilto esqueceu de fechar a porta ao sair do carro e uma boa camada de neve encobria todo banco do motorista. Com duas braçadas generosas, expulsou a maior parte da neve. Entrou no carro mesmo assim e colocou o menino sentado no banco do carona, ao seu lado.
    “Ufa, que aventura hein?! Como se chama, garoto?”
O menino respondeu:
    “CD.”
   “CD?” - sorriu para o menino, que fez que sim com a cabeça. - “Prazer em conhecê-lo, CD. Vou levá-lo para casa, certo? Onde estão seus pais?” - Hiroilto não disfarçou a afeição que já sentia pelo menino.
   CD não o respondeu. Em vez disso, lançou-lhe um olhar opaco, fosco, inabilitado de sentir. Hiroilto presumiu desse modo que o menino não tivesse os pais e que, justamento por isso, o encontrara na rua.
    “Pobre garoto!” - exclamou baixo. Disse em seguida. - “Vamos ficar juntos até que a neve passe e depois te levo para uma delegacia. Quem sabe eles não te arrumam uns pais bem legais! Combinado assim, CD?”
    CD o encarou com desinteresse. Deu-se a entender que, para ele, tanto importava o que fariam depois. CD tinha o rosto e as mãozinhas tão brancos que impressionavam fortemente Hiroilto, e cada vez mais.
    “Está com frio?”
    “Um pouco.” - CD respondeu.
    “Coitadinho! Não se preocupe porque já estamos chegando. Vou te levar para casa.”
    E Hiroilto passou-lhe as mãos nos cabelos, confortando-o. Ao fazer isso, se impressionou mais uma vez: os cabelos de CD estavam extremamente secos e sua pele, sem viço algum, ficava cada vez mais branca, diferente em comparação a qualquer outra que já havia visto, como a de um cadáver de um menino congelado. Em seguida, ao levar a mão ao nariz e cheirá-la, quase vomitou ao sentir um cheiro terrivelmente podre em um pouquinho de óleo que se impregnara na ponta dos dedos. Era como se houvesse acabado de passar a mão na carniça de um animal morto. Assustado, decidiu levar o menino direto para uma delegacia, invés de levá-lo para casa como o havia prometido.
    “Estou com fome e eu quero comer agora.” - CD pôs as mãozinhas sobre sua barriga.
    “Já estamos chegando em casa, CD.” - Hiroilto escondeu-lhe aonde verdadeiramente estavam indo.    “Aguente só mais um pouco, combinado?” - e foi acelerando o carro, mostrando pressa em se livrar do menino.
    “Eu disse que eu quero comer agora, não me ouviu?”
O menino, antes indefeso, se revelou então. Ao olhar para o lado, Hiroilto foi tomado pelo horror. Criatura medonha, a cabeça de CD revelou-se peluda; as orelhas, os olhos, o nariz e os dentes fininhos lembravam os de um asqueroso morcego.
   “Não precisa ser do jeito mais doloroso para você. Só quero um pouco de sangue. Vou transformá-lo.”
   “Vá embora, demônio!” - Hiroilto enfiou o pé no freio.
   Com toda calma possível, CD, pequeno conde vampiro, foi se aproximando lentamente do homem, que, já em paz e a vontade com seu destino, sentiu cravar os dentinhos na jugular.
    “Só uma dose do seu sangue.”

FIM
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O conto “Quilômetro Cinza” se soma a outras quinze histórias que fazem parte do livro “Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça”.
O livro está à venda na Amazon e você pode adquirir nos dois formatos através dos seguintes links:



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha nova, meu povo! Olha que coisa mais linda que eu tô trazendo por aqui. Vem, vem...
Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.
 A casa das sete mulheres é um romance histórico narrado em terceira e primeira pessoa, escrito pela autora Leticia Wierzchowski. O livro faz parte da trilogia que teve relançamento em maio de 2017 pela Bertrand Brasil.

Pulando a aula de história sobre a Revolução Farroupilha vamos focar na narrativa que essa obra maravilhosa apresenta. A história inicia com a chegada das mulheres numa estância afastada de onde a guerra tinha estourado. Bento Gonçalves, o líder da revolução e principal membro da família, resolveu deixar "suas mulheres" e crianças o mais isolados possível. Assim, sua esposa, filhos, irmãs e sobrinhos vão para a Estância da Barra.

A chegada naquele lugar tão afastado apesar das belezas naturais e fartura que a família possuía, mexeu de imediato, apesar de ainda pouco, com os ânimos, expectativas e anseios das mulheres que lá ficariam por tempo indeterminado, esperando sempre pelo fim daquela guerra.

As 7 mulheres são Ana, Maria Manuela e Caetana, irmãs e esposa de Bento Gonçalvez, respectivamente. E as moças são Perpétua, filha de Caetana e Bento e suas primas Rosário, Mariana e Manuela.
"Como um muro, é assim que uma mulher do pampa espera pelo seu homem. Que nenhuma tempestade a derrube, que nenhum vento a vergue, o seu homem haverá de necessitar de uma sombra quando voltar."

Na narrativa, temos os "Cadernos de Manuela", escritos da personagem contando de seus sentimentos e sua visão da história. Manuela é uma personagem de destaque pelo seu envolvimento com um italiano aliado de Bento Gonçalves chamado Giuseppe Garibaldi. A moça vive um amor impossível e um tanto quanto dramático na trama.

E drama é o que absolutamente não falta. Mulheres, esposas, irmãs, mães e filhas sofrendo a dor e a ânsia de ver os homens da casa indo para a guerra, sem ter muito o que fazer a não ser esperar. Se valendo de orações, preces e sofrimento por aqueles que estão no constante banho de sangue que durou quase 10 anos. Além de suas próprias dores, onde as mais jovens perderam todo o ânimo que sua época e a expectativa criaram para suas vidas tomando rumos totalmente inesperados e especialmente tristes.

A história da revolução é recontada com os pesares da guerra, das batalhas e das perdas. Mas o sentimento e a angústia o leitor acompanha através da agonizante paciência disfarçada daquelas que esperam. Romances impossíveis, inacabados, proibidos e até algo sobrenatural está sobre o véu que cobre a vida da casa das 7 mulheres. A tragédia não está somente nas batalhas...

"Havia um céu azul e uma brisa morna de manhãzinha. Havia um céu azul, agora tudo é negro e sujo e moribundo por um momento, até que a poeira desce e outra vez se descortina o movimento ritmado dos corpos vivos pisando sobre os corpos mortos. E o céu permanece inalterado,o olho de Deus."

Um livro longo e que tem absolutamente tudo pra ser cansativo, mas não é! Há muito força nas perdas, muito coragem nos medos e muito vida a ser contada entre essas quase 500 páginas. Se você acompanhou a série da Globo (muito boa, por sinal) irá sentir falta de algumas coisas que, confesso, se estivessem no livro seria melhor ainda. Mas não deixa a desejar. A edição está maravilhosa, sem nenhum erro de revisão encontrado por mim e essa arte da capa apaixonante! Uma obra e tanto.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Olá meus queridos! Como estão? Hoje resolvi trazer um tema que vêm me incomodando há bastante tempo e decidi fazer um texto pra falar sobre isso. Vamos falar de modinhas...

O que é modinha pra você? Você usa esse termo? 

Na universidade chamada Internet e no curso superior chamado Facebook, onde muitos críticos de alto escalão se formam por lá, esse termo é bastante usado e se mostra bem contraditório dentro da sua própria ideia e principalmente se analisado por quem exatamente o usa.

Quando as pessoas começaram a ter mais acesso e a discutir muito mais sobre qualquer coisa que se torna muito popular, o termo modinha apareceu e muitos "pseudo-cult", "diferentões" e "críticos de alta-excelência" começaram a usar o termo para criticar seja lá o que estivesse em questão.

Não importa se é um livro, um filme, um cantor/banda, um game...enfim. Tudo que cai no gosto do povão se torna modinha. E tudo que é modinha perde pontos no gosto de muita gente. Mas vamos lá ao xis da questão: a qualidade do "produto" não conta? Ou o que conta é o alcance de tal coisa? A essência da obra se perde a partir de quantos milhões de apreciadores?

Vejamos alguns exemplos (baseados fortemente em fatos reais):

- Eu até gostava de Crepúsculo até todo mundo começar a assistir, Aff!

- Eu até tinha vontade de ler A Culpa é das Estrelas mas todo mundo tá lendo, Deus me livre!

- Eu ODEIO Game of Thrones, nunca assisti mas todo mundo só posta sobre isso.

Não vou discutir sobre o conteúdo citado porque são apenas exemplos. Mas tenho absoluta certeza que você já deve ter lido ou escutado algo parecido (ou até idêntico) por aí. Onde quero chegar é o seguinte: Por que agora que todo mundo assistiu, o filme X se tornou ruim? Por que o livro Y ficou desinteressante? Só porque todo mundo tá lendo? Por qual motivo você odeia a série Z se você não assistiu nenhum episódio, ou não assistiu completa  pra poder dizer com certeza que você odeia?

E daí se todo mundo está falando sobre Sense8, eu não controlo os posts dos meus amigos falando o quanto Mulher-Maravilha é bom. Que bom que tá todo mundo jogando The Last of Us e que estão gostando, sinal que o jogo deve ser bom mesmo! Lembrem-se crianças, o fato de ter milhões de pessoas usando/falando sobre tal produto, não muda a sua essência, a obra continua lá. Se você não gosta, não goste porque você viu e achou ruim, tenha um argumento.

Uma dica, não vou dar conselho porque não sou (não mesmo!) a melhor pessoa pra isso, mas lá vai: Tenham uma opinião concreta, genuína e não tenha medo nem vergonha de gostar ou desgostar de alguma coisa, também não tenha medo de desconstruir sua opinião, é super normal, muitas vezes é bom, libertador! Mas não sejam pessoas chatas gratuitamente, que pra querer se diferenciar dos outros (mais ainda, já que todos somos diferentes) ficam pondo em jogo seu próprio senso crítico, mostrando o quanto volúvel, fraca e non-sense é sua opinião somente pra querer se diferenciar da massa. Fazendo isso vocês também estão se tornando um grupo (super chato, por sinal!) de pessoas que seguem determinado padrão, que desgostam de tudo que os outros gostam. Assim você estará seguindo...como é o nome...modinha!

Paz!


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